ÿþ2012 deve ser um ano de incertezas econômicas; saiba como "blindar" suas finanças
O ano que se inicia não deve ser muito diferente de 2011 em relação à economia e às incertezas internacionais. De acordo com as expectativas da maioria dos analistas econômicos, a crise da dívida soberana na zona do euro ainda não deu sinais definitivos de arrefecimento e a volatilidade deve continuar imperando nos mercados globais em 2012, na esteira do que vivemos em 2011. Neste cenário, o especialista em finanças da MoneyFit, André Massaro, aponta algumas estratégias financeiras defensivas que merecem ser analisadas este ano. “Uma coisa interessante nessas estratégias é que, com raras exceções, 'mal não vão fazer'”, afirma. “Se as previsões mais pessimistas sobre o ano que vem estiverem completamente erradas e tivermos mais um ano de crescimento e euforia econômica, o pior que pode acontecer é ter vivido o ano de forma menos intensa, mas com uma situação mais equilibrada no final”, completa. Confira as estratégias: 1 – Fuja das dívidas De acordo com Massaro, o primeiro passo de uma postura financeiramente defensiva é parar imediatamente de fazer dívidas e adotar uma postura de viver de acordo com a própria realidade. “É importante notar que não estamos falando de um problema financeiro, mas sim comportamental e disciplinar, que afeta diretamente a vida financeira”, diz o especialista. Ele ressalta que, diferentemente de empresas, raramente uma pessoa física consegue tomar dinheiro emprestado e, de alguma forma, se beneficiar da alavancagem. “Pessoas físicas geralmente usam crédito para o consumo, não para gerar algum retorno que seja superior ao custo desse crédito”, diz. Por isso, pense bem antes de se endividar em 2012. 2 – Espere o melhor, mas prepare-se para o pior Massaro ressalta que quem consegue passar pela primeira – e mais difícil - etapa (parar de se endividar) precisa começar a se preocupar em ter uma reserva financeira líquida e de fácil acesso para situações emergenciais, como a perda repentina do emprego. “Hoje, muitos brasileiros têm patrimônio zero ou negativo, por conta do endividamento. Eliminar o endividamento é fundamental para que se possa pensar em começar a constituir uma reserva”, aponta. Segundo ele, é importante criar uma regra para evitar sustos em casos de emergência. “Normalmente recomenda-se às pessoas que procurem guardar algo entre 10% e 15% de suas rendas mensais, mas, na iminência de cenários ruins, quanto maior o percentual, melhor”, aconselha o especialista. 3 – Invista defensivamente Para o especialista, quem tem dinheiro investido deve ficar atento a algumas regras básicas do gerenciamento de riscos em 2012. “Investir defensivamente exige que adotemos uma 'política de risco' para nossas decisões, e um grande desafio é estabelecer essa política de uma forma coerente e objetiva, sem deixar que nossas emoções e nossas percepções nos traiam”, diz. Segundo Massaro, o procedimento mais básico e eficaz é a diversificação, tanto entre categorias (renda fixa e renda variável), como entre emissores (títulos públicos e privados), no caso de renda fixa, e diferentes empresas e segmentos, no caso de renda variável. Ele lembra que, em situações de incerteza, é comum as pessoas darem maior peso em suas carteiras de investimento para títulos de renda fixa emitidos por governos e comprarem ações de empresas de setores tradicionais, com reputação de serem boas pagadoras de dividendos. “Esta é uma boa prática para o investidor não profissional, cuja maior preocupação é a defesa do patrimônio”, afirma. 4 – Aproveite as oportunidades O especialista da MoneyFit lembra que grandes fortunas e ótimas oportunidades podem surgir nas épocas de crises. Por isso, ele diz que é importante ficar atento para não perder boas chances de ter uma vida financeira mais tranquila. “Vamos começar a traçar cenários e imaginar que, no ano que vem, tudo dê errado e a economia 'vá para o buraco' de vez. Como poderíamos ganhar com isso? (…) Quais seriam os negócios 'contra cíclicos' que poderiam gerar riqueza quando a economia vai mal?”, questiona e aconselha uma reflexão sobre o assunto. Entretanto, ele ressalta que, para explorar adequadamente as grandes oportunidades, é bom estar com a vida financeira bem resolvida e equilibrada. “Por isso, não se esqueça das estratégias anteriores”, conclui. Fonte: INFOMONEY
Viajantes dentro da cota de isenção não precisarão mais preencher declaração de bagagem
Desta vez foram tomadas medidas que facilitam a vida dos passageiros que viajam ao exterior. Em coletiva, o secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Barreto, informou que a partir do próximo dia 1º de janeiro os contribuintes que não têm bens a declarar estarão dispensados de entregar a Declaração de Bagagem Acompanhada – DBA. Ele explicou que o documento será entregue apenas por aqueles obrigados a se dirigirem para o “canal vermelho” ou em casos especiais, solicitados pelos órgãos de controle sanitário. “A medida vai facilitar bastante a vida dos passageiros quando do desembaraço de mercadorias na chegada ao país”, esclareceu Barreto. A Receita calcula que as novas regras, que estão na IN 1.217, publicada hoje no DOU, ajudarão a desafogar o fluxo de passageiros nos aeroportos, já que 90% dos viajantes trazem bens dentro da cota de US 500,00 e estarão desobrigados a entregar a DBA. Em 2013, pelo celular O secretário Barreto anunciou também que a partir de janeiro de 2013 os passageiros obrigados a preencher a DBA poderão fazê-lo pelos aparelhos móveis e enviar a Receita on line. Ele disse que as medidas tomadas desde o ano passado estão ajudando muito a descomplicar a vida dos contribuintes nos aeroportos. “No ano passado deixamos de exigir a declaração de saída para equipamentos levados pelos passageiros para o exterior. Agora a maioria deixa de preencher a DBA. Em junho, quem tiver imposto a pagar na chegada ao Brasil poderá recolher o tributo por cartão de débito, e posteriormente, de crédito. Por último, em 2013 a DBA poderá ser preenchida por celulares ou tablets”, explicou Barreto. FONTE: RECEITA FEDERAL


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